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Da ciência básica à clínica

Nos dias 23 e 24 de novembro, o 2º Simpósio Medicina da Dor reunirá comunidade médica, pesquisadores e estudantes para discutir diversos temas vinculados ao assunto

A dor — em especial, a crônica — já é considerada um sério problema de saúde pública. Segundo estimativas da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED), de 30% a 40% da população brasileira sofre com essa patologia, que pode prejudicar a qualidade de vida e a capacidade funcional do indivíduo. De fato, pacientes com este tipo de problema utilizam os serviços de saúde cinco vezes mais do que o restante da população. Alguns estudos em diferentes capitais do país, como na cidade de São Paulo, relatam que 28,1% dos habitantes convivem com dores crônicas.

As causas são multifatoriais e variam de acordo com a origem, como predisposição genética, esforço repetitivo, má-postura, idade, peso, sedentarismo, etc. De acordo com o biólogo e neurocientista Renato Leonardo de Freitas, coordenador do Centro Multiusuário de Neuroeletrofisiologia e do Laboratório de Dor & Emoções, ambos da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (FMRP-USP), pacientes que relatam ansiedade e depressão junto com a dor crônica sofrem com sintomas mais severos e incapacitantes.

“Apoio da família e da equipe multidisciplinar faz toda diferença”, reforça Priscila

Para entender melhor os mecanismos da dor e também apresentar os avanços científicos em relação a suas várias faces, as Faculdades de Medicina e de Filosofia, Ciências e Letras da USP (FFCLRP-USP) realizam o 2º Simpósio Medicina da Dor — da ciência básica à clínica, no Stream Palace Hotel, nos dias 23 e 24 de novembro. Com extensa programação, o evento, idealizado pelo professor José Aparecido da Silva, abordará desde a dor neonatal, passando pela pesquisa básica até a mensuração da dor em pacientes com fibromialgia, enxaqueca, dor neuropática, entre outras. O evento também fará uma homenagem ao professor e pesquisador Sérgio Henrique Ferreira, falecido em julho de 2016, aos 81 anos.

Organizadores farão tributo especial à Sergio Ferreira

De acordo com Renato, os organizadores estão seguindo na contramão do cenário dos grandes eventos, pois a inscrição é gratuita. Isso porque o Simpósio está sendo organizado com apoio da classe empresarial e de órgãos de classe, como o Centro Médico, a Sociedade Brasileira de Psicologia e a SBED. “São parceiros importantes, como a Insigth e a Bonther, que atuam na área comercial de produtos e equipamentos científicos, além dos hospitais São Lucas e Ribeirânia. Esses apoios tornaram possível a realização deste evento, que já tem mais de 380 inscritos”, antecipa o professor e colaborador do evento.

Renato lembra que a inscrição é gratuita e aberta aos universitários

O neurocientista reforça que a dor deve ser considerada “o quinto sinal vital” e seu registro, rotineiro, assim como temperatura, pulsação, pressão arterial e respiração. “Uma equipe multiprofissional, considerando médicos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, psicólogos e fisioterapeutas, tornará o manejo da dor mais plausível e eficaz”, ressalta Renato, lembrando que, em alguns casos, essa sensação é aumentada de acordo com a extensão da doença. “Em torno de 70% dos pacientes com diagnóstico de câncer em estágio avançado vão apresentar dor”, estima a oncologista Priscila Barile Marchi Candido (CRM: 140.632).

Com especialização em cuidados paliativos, a médica é uma das palestrantes do Simpósio. Com o tema “Tratamento medicamentoso da dor em cuidados paliativos, Priscila irá orientar sobre algumas das terapias medicamentosas disponíveis para o tratamento da dor, tanto no sistema público de saúde quanto no privado. Vai explicar os motivos pelo qual os pacientes com câncer apresentam esse sintoma e a importância de tratá-lo de maneira efetiva. “O diagnóstico da doença já causa, por si só, intenso sofrimento ao paciente, então, é fundamental que o médico saiba como cuidar dos outros sintomas relacionados à patologia”, reforça a oncologista.

Priscila aponta que cerca de 50% das pessoas com câncer apresentam dor em algum momento tratamento, sendo de 10% a 15%, com intensidade significativa já no estágio inicial. “O que o médico e a família precisam ficar atentos é se a dor referida está relacionada a outros fatores de ordem psicológica, social e espiritual, ou seja, a dor pode ir muito além da condição física. Nesse momento, o apoio dos familiares e da equipe multidisciplinar fará toda a diferença”, reforça Priscila. A programação completa do Simpósio pode ser acessada no www.facebook.com/simposiodor e a inscrição pode ser feita pelo e-mail.

“Já temos mais de 380 inscritos”, antecipa José Aparecido

Fontes e Referências

Revista Revide - www.revide.com.br
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