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Fascite Plantar: mais comum do que se imagina


A Fascite Plantar é uma das maiores responsáveis por dor no pé


Sabe quando você está andando e ao virar o pé, durante a caminhada, sente aquela fisgada, aquela dor na planta do pé? Se já passou por isso, provavelmente estava com Fascite Plantar. A Fascite (ou Fasceite) Plantar é uma das patologias mais comuns que acometem o pé.

A Fascite Plantar corre quando o tecido fibroso (fáscia plantar) ao longo do pé está inflamado, devido a um estresse excessivo dessa região. A fáscia plantar é um tecido conjuntivo que se estende da base do osso calcâneo (calcanhar) por toda planta do pé. É uma banda fibrosa e firme que sustenta e mantém o arco plantar de pé. A inflamação é causada pelo estiramento excessivo da fáscia plantar.

Geralmente, quem sofre dessa patologia, sente fortes dores no pé logo pela manhã, ao dar os primeiros passos. A dor piora pela manhã ao iniciar a marcha e melhora depois. Também pode ocorrer inchaço no local. Muitas são as causas da fascite plantar e é importante ficar atento a elas. Frequentemente é causada pela lesão de um esforço repetitivo da fáscia plantar a um mau amortecimento de impacto, sobrecarregando a estrutura.

Estudos recentes vêm demonstrando que a fascite plantar não ocorre somente de processos inflamatórios, mas pode ser também uma alteração estrutural mais condizente com processos degenerativos. A dor pode ser intensificada com exercícios físicos intensos, peso ou idade. Geralmente a fascite plantar está associada à obesidade, ficar em pé por longos períodos, pés planos ou cavos, falta de atividade física, corrida excessiva, distúrbio de pisada durante a prática esportiva, diferença de comprimento das pernas, esporão de calcâneo, encurtamento do tendão de Aquiles e ainda o uso de calçados impróprios. Mulheres estão mais sujeitas a desenvolver a fascite, devido o uso de sapatos inadequados.

Indivíduos com fascite plantar frequentemente apresentam dificuldade para realizar a dorsiflexão do pé, o movimento de elevar o pé em direção à canela. Essa dificuldade geralmente se deve ao retesamento do músculo da panturrilha ou do tendão de Aquiles, que é conectado à fáscia plantar. O diagnóstico pode ser feito através de ressonância magnética e em casos mais graves por meio do ultrassom.

A fascite plantar é muito discutida pelos profissionais da área de saúde e esportistas e pode ser confundida com esporão de calcâneo, pois a fáscia se estende pela mesma região do calcanhar e, após longos períodos de sobrecarga, pode causar o esporão. Mas não são a mesma coisa. Aproximadamente 10% das pessoas desenvolvem fascite plantar em algum momento da vida. Muitas vezes o raio-x do pé ou tornozelo irá mostrar um esporão do calcâneo, que não necessariamente é doloroso.

Sempre é melhor prevenir do que remediar correto? Então vamos lá. Para prevenir a fascite, é de suma importância controlar o peso (e nesse caso não só para a fascite, mas para a saúde em geral); readaptar a prática esportiva; alongar os músculos da panturrilha antes e após a corrida; corrigir as alterações nos casos de pé chato ou cavo e a hiperpronação (excessiva rotação do pé de dentro para fora); readequar o calçado para obter maior amortecimento e suporte; usar palmilhas pode ser uma das formas mais eficazes de ajustar as alterações biomecânicas, causadoras da fascite plantar. Realizar alongamentos da fáscia frequentemente, também pode ajudar a amenizar o incômodo ou prevenir a piora do quadro.

Existem outras lesões nos pés que também são muito comuns, como a metatarsalgia que é a dor na região anterior da sola dos pés. O tratamento consiste no uso de palmilhas, modificação da superfície de treinamento e uso de calçado adequado. Podemos citar também a tendinite do tibial posterior, que é uma inflamação de um tendão na face lateral interna do calcanhar. O tratamento pode ser realizado com aplicação de gelo e o uso de anti-inflamatórios.

Para aliviar as dores da fascite plantar, existem métodos, que realmente são eficazes e podem trazer o bem estar, como fazer alongamentos que aliviam os sintomas temporariamente; puxar a ponta do pé com a mão, pressionando contra a parede ou com uma toalha por 30 segundos; alongar a panturrilha; o uso com prescrição médica de anti-inflamatórios, também auxiliam no controle da dor e inflamação, mas devem ser aliados a outras terapias; sempre preferir gelo ao calor e nunca ultrapassar 20 minutos de aplicação; congelar uma garrafa de água (600ml), pisar em cima e rolar o pé sobre ela, fazendo isso por 1 minuto, repetindo 3 vezes. Imobilização raramente é a melhor saída. Hoje em dia a reeducação da atividade física, o uso de palmilhas e exercícios específicos são as melhores soluções.

Qual é o método mais eficaz para tratar a fascite plantar? Já falamos do que se trata, sobre suas causas e formas de evitar, mas existe algum tratamento? Sim existe e se for levado a sério, poderá trazer muitos benefícios:

  • Repousar e evitar atividades que agravam a dor;
  • Usar calçado adequado e evitar andar descalço em superfícies rígidas. Evitar calçados planos e de preferência a um tênis com bom sistema de amortecimento no calcanhar, considerando o uso de palmilhas para cada tipo de pé;
  • Fisioterapia;
  • Órteses (talas noturnas e tornozeleiras para uso diurno);
  • Tratamento farmacológico: Anti-inflamatórios, sempre com prescrição médica, que irá ajudar no alívio da dor;
  • Acupuntura
  • Terapia por Ondas de Choque
  • Aplicação de Toxina Botulínica tipo A (como o Botox)
  • Infiltração com anestésico (como a lidocaína) ou infiltração a seco
  • Infiltração com corticoesteróides
  • Em último caso, tratamento cirúrgico, que nem sempre tem bons resultados (Fasciotomia plantar).

A maior parte dos casos de fascite plantar melhora com o tempo e responde bem aos métodos de tratamento conservador, como a Acupuntura e Terapia por Ondas de Choque. O médico fisiatra (especialista em reabilitação e dor) poderá fazer a avaliação, diagnóstico e orientar o melhor tratamento.

Para relaxar os pés, existem métodos muito eficazes e eficientes que farão corpo e mente entrarem em sintonia. Os pés possuem pontos reflexivos que correspondem a órgãos, glândulas e estruturas do corpo. Os métodos são os mais variados e ajudam significamente na saúde dos pés, proporcionando relaxamento e bem estar, evitando problemas futuros. A Reflexologia é a pressão aplicada em determinadas áreas dos pés, com os dedos das mãos, trazendo como benefício a redução da tensão do dia a dia, melhorando a irrigação sanguínea e combatendo o estresse. Massagens também são muito bem vindas e é uma ótima maneira de relaxar e manter os pés hidratados.

Cuidar bem dos pés evitará uma série de patologias e ajudará no bem estar físico e mental. Evitar o uso de sapatos fechados, quando possível, é importante, pois os pés precisam respirar e assim a pele não se tornará mais grossa. Um membro do nosso corpo que muitas vezes não damos atenção, mas que é tão importante e sensível merece atenção e cuidado então vamos lá, de olho neles!


Fontes e Referências


Dr. Hong Jin Pai - Coordenador do Comitê de Acupuntura em Dor da SBED
www.hong.com.br

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